Como integrar NF-e e CT-e recebidos e emitidos ao ERP
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Integrar NF-e e CT-e ao ERP costuma ser tratado como uma extensão simples da integração já existente de NFS-e, mas os dois lados (recebido e emitido) e os dois documentos (produto e transporte) trazem pontos que valem atenção antes de escrever o código.
Evitar duplicidade entre o que o ERP já registra e o que chega da integração
Um documento emitido pelo próprio ERP não deveria ser criado de novo quando a integração o encontra do lado da SEFAZ: o papel dessa consulta é confirmar que o que já existe no ERP foi de fato transmitido, não duplicar o registro. A chave de acesso de 44 dígitos, presente em todo NF-e e CT-e, é o identificador confiável para casar os dois lados sem depender de comparação por valor ou data.
Falha silenciosa em documento recebido
Do lado recebido, o risco maior não é duplicidade: é um documento nunca chegar ao ERP por uma falha na integração que ninguém percebeu. Um passo de conciliação periódica, que compara o volume total encontrado na consulta com o volume efetivamente lançado no ERP, pega esse tipo de falha antes que vire um problema no fechamento.
Campos específicos de cada documento
- NF-e carrega itens de produto (quantidade, valor unitário, NCM) que não existem em NFS-e nem CT-e.
- CT-e carrega dados de transporte (modal, origem, destino) próprios do documento.
- Mapear esses campos específicos separadamente evita forçar um único modelo genérico que não representa bem nenhum dos três documentos.
Perguntas frequentes
Vale a pena integrar direto com a SEFAZ ou usar uma ferramenta pronta?
Depende da capacidade técnica disponível: integrar direto exige lidar com certificado, tratamento de erro e reprocessamento por conta própria, o mesmo trade-off já discutido em o que considerar antes de integrar, aplicado agora a NF-e e CT-e também.
A IntegroBR entrega NF-e e CT-e (recebidos e emitidos) já estruturados pela mesma API usada para NFS-e, reduzindo o trabalho de integração ao ERP para um único formato de entrada.
