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Reforma TributáriaIVAIBSCBS

IVA dual brasileiro: por que dois tributos em vez de um

· 5 min de leitura

O modelo adotado pela reforma tributária brasileira é chamado de IVA dual. IVA é o imposto sobre valor agregado, formato usado na maior parte do mundo. Dual porque, aqui, ele foi dividido em dois tributos em vez de um só.

Por que dois tributos e não um

Um IVA único exigiria decidir qual ente federativo arrecada. Como a Constituição distribui competência tributária entre União, estados e municípios, criar um imposto só implicaria tirar competência de alguém. A solução foi manter dois: a CBS, federal, e o IBS, de estados e municípios.

O que os dois têm em comum

  • Mesma base de incidência ampla sobre bens e serviços.
  • Não cumulatividade, com crédito das etapas anteriores.
  • Cobrança no destino, onde ocorre o consumo.
  • Destaque no documento fiscal, em vez de embutido no preço.
Na prática, para quem emite e recebe nota, o IVA dual significa dois campos a acompanhar em vez de um. A lógica de apuração é a mesma; o que muda é a quem cada parcela pertence.

O que isso resolve

O modelo anterior tributava a mesma operação por caminhos diferentes conforme fosse classificada como mercadoria ou serviço, com regras federais, estaduais e municipais se sobrepondo. O IVA dual reduz isso a duas apurações com a mesma lógica.

Perguntas frequentes

Outros países usam IVA dual?

O Canadá é o exemplo mais citado, com um imposto federal e um provincial convivendo. O desenho brasileiro tem particularidades próprias, mas a lógica de repartir o IVA entre níveis de governo não é inédita.

Isso aumenta a carga tributária?

A proposta foi desenhada para ser neutra em arrecadação, não para elevar a carga total. O efeito sobre cada empresa varia bastante conforme o setor, o regime e a posição na cadeia.

Entenda cada parte: a CBS e o IBS.